De acordo com os resultados de estudos realizados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) a poluição atmosférica constitui o maior risco ambiental para a saúde na Europa e tem um impacto significativo na saúde da população, especialmente nas zonas urbanas. Estes estudos mostram que as partículas finas (PM2,5) constituem o poluente que causa os impactes mais substanciais na saúde.
A maioria dos europeus vive em cidades onde a poluição atmosférica pode atingir níveis elevados. Tanto a exposição a curto como a longo prazo à poluição atmosférica pode contribuir para uma vasta gama de doenças, incluindo acidente vascular cerebral, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro da traqueia, brônquios e pulmão, asma agravada e infeções respiratórias inferiores.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta evidências de ligações entre a exposição à poluição atmosférica e a diabetes tipo 2, a obesidade, a inflamação sistémica, a doença de Alzheimer e a demência.
A Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro classificou a poluição atmosférica, em particular as PM2,5, como uma das principais causas de cancro. Uma revisão global dos conhecimentos recente concluiu que a exposição crónica pode afetar todos os órgãos do corpo, complicando e agravando as condições de saúde existentes.
A AEA no seu mais recente relatório estimou que nos 27 países da União Europeia, em 2021, aproximadamente 253 000 mortes prematuras foram atribuíveis às partículas em suspensão com diâmetro inferior a 2,5 µm (PM2,5) e 52 000 mortes atribuíveis ao dióxido de azoto (NO2), tendo estimado que em Portugal estes valores foram respetivamente 2 100 e 550 mortes.
Fonte | (Portal da AEA): https://www.eea.europa.eu/en/topics/in-depth/air-pollution/eow-it-affects-our-health e https://www.eea.europa.eu/publications/harm-to-human-health-from-air-pollution/harm-to-human-health-from


