Celebrado anualmente a 10 de novembro, o Dia Mundial da Bolota tem como objetivo sensibilizar para a importância da preservação e valorização da floresta autóctone portuguesa, em particular das espécies do género Quercus, como os carvalhos, os sobreiros e as azinheiras. A data foi criada em Portugal, em 2009, e constitui uma excelente oportunidade para promover a educação ambiental e a participação ativa na conservação da natureza.
A bolota, fruto destas árvores emblemáticas, desempenha um papel fundamental nos ecossistemas, servindo de alimento a inúmeras espécies de fauna selvagem e contribuindo para a regeneração natural das florestas. Entre os seus maiores aliados encontra-se o gaio, uma ave que recolhe e enterra bolotas para consumo posterior, ajudando involuntariamente à disseminação dos carvalhos.
Historicamente, a bolota teve também grande relevância na alimentação humana. Segundo registos antigos, era um alimento essencial para os Lusitanos, que a utilizavam na produção de pão. Atualmente, este fruto volta a despertar interesse devido às suas propriedades nutricionais: é rico em fibra, contém compostos antioxidantes, possui um perfil lipídico semelhante ao do azeite e não contém glúten. Para além da alimentação, tem vindo igualmente a ser valorizado pela indústria cosmética.
Nesta época do ano, os bosques e trilhos do Parque das Serras do Porto oferecem excelentes oportunidades para observar carvalhos e recolher bolotas caídas no solo. A sua sementeira em viveiros, vasos ou áreas apropriadas para reflorestação constitui uma forma simples e eficaz de contribuir para a conservação das espécies autóctones e para a adaptação às alterações climáticas.
Neste Dia Mundial da Bolota, convidamos todos os cidadãos a descobrir melhor o valor deste pequeno fruto e o papel essencial que desempenha na biodiversidade, na história e na proteção das nossas florestas.
Para saber mais sobre as propriedades e curiosidades da bolota consulte o portal Florestas.pt.


