O Município de Valongo registou a plantação de mais de 13 mil árvores e arbustos autóctones, entre outubro de 2025 e abril de 2026, num conjunto de ações que mobilizou centenas de participantes e contribuiu significativamente para a regeneração ecológica do território.
Ao todo, foram dinamizadas cerca de 20 iniciativas envolvendo diferentes grupos da comunidade, que reuniram aproximadamente 500 participantes, para além do trabalho desenvolvido por equipas técnicas e das ações implementadas em contexto escolar. Estas iniciativas promovem a sensibilização da população para a importância da conservação da natureza e reforçam a ligação da comunidade ao território.
No âmbito do projeto LIFE Serras do Porto, financiado pelo Programa LIFE, destaca-se a plantação de mais de 11 mil exemplares de árvores e arbustos autóctones, por equipas especializadas. Das atividades comunitárias resultou a plantação de cerca de 2.000 exemplares, evidenciando o papel crescente do voluntariado ambiental no concelho.
As plantações abrangeram várias áreas do território de Valongo, com especial enfoque na Serra de santa Justa e em zonas sensíveis como margens ribeirinhas e espaços verdes urbanos.
Espécies nativas
Entre as espécies mais representativas encontram-se o carvalho-alvarinho, o pinheiro-manso, o amieiro, o sobreiro e o castanheiro, destacando-se também o medronheiro, o pilriteiro, o loureiro e o azevinho.
Numa iniciativa promovida pela Associação Biopolis/CIBIO-UP, foi também introduzida, em regime experimental, a espécie carvalho-de-Monchique, visando testar a sua adaptação às alterações climáticas.
A plantação de espécies nativas, adaptadas às condições locais, é crucial para a regeneração dos ecossistemas, a proteção dos solos e o aumento da biodiversidade, sendo também fundamental para fazer face às alterações climáticas, pois permitem o aumento da capacidade de sequestro de carbono e o aumento da resiliência aos incêndios rurais, com espécies mais adaptadas.
Parcerias
Estas ações contaram também com o envolvimento de parceiros relevantes, nomeadamente o CRE.Porto, as associações de municípios Parque das Serras do Porto e Corredor do Rio Leça, as Juntas de Freguesia de Alfena e de Campo e a LIPOR, entidades que colaboraram na organização e dinamização das iniciativas.
Adicionalmente, foram utilizadas plantas e árvores provenientes de programas como o Floresta Comum e o Rolha a Rolha – Semeie a Recolha.
O balanço desta época de plantações de espécies nativas confirma, assim, a importância do trabalho em rede entre entidades e cidadãos na construção de um concelho mais sustentável.


