A Agência Europeia do Ambiente (AEA) publicou um relatório que alerta para níveis mais elevados de poluição atmosférica nas zonas envolventes de portos e aeroportos, defendendo o reforço da monitorização da qualidade do ar para melhor proteger a saúde das populações.
O estudo, intitulado Air quality around ports and airports, analisou dados recolhidos em 2023 junto de grandes infraestruturas portuárias e aeroportuárias europeias. Os resultados mostram que as concentrações de dióxido de azoto (NO₂) são, de forma consistente, mais elevadas nestas áreas do que nas regiões circundantes. Em menor grau, foram também observados níveis superiores de partículas finas (PM2,5).
Segundo a AEA, o transporte marítimo e a aviação continuam a contribuir significativamente para as emissões de poluentes atmosféricos. Em algumas das localizações avaliadas, os níveis de NO₂ registados ultrapassaram mesmo os valores-limite anuais definidos pela nova Diretiva Europeia da Qualidade do Ar para 2030.
O relatório destaca ainda a necessidade de reforçar as redes de monitorização da qualidade do ar junto destas infraestruturas, de forma a melhorar o conhecimento sobre a exposição das populações e os potenciais impactos na saúde pública.
Esta informação assume particular relevância para a Área Metropolitana do Porto, onde se localizam o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, e o Porto de Leixões, em Matosinhos. Embora o concelho de Valongo não acolha estas infraestruturas, integra uma região metropolitana fortemente interligada em termos de mobilidade, transporte e dinâmica ambiental, tornando importante o acompanhamento dos fatores que influenciam a qualidade do ar à escala regional.
O reforço da monitorização e da avaliação das fontes de poluição atmosférica é considerado pela AEA um passo fundamental para apoiar a implementação da nova legislação europeia e promover ambientes mais saudáveis e sustentáveis.
Mais informações: Relatório Air quality around ports and airports, disponível no portal da Agência Europeia do Ambiente (AEA).


